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'Economia e segurança estão interligadas'

  • Sáb, 29 de Julho de 2017 16:42
  • Economia e segurança estão intimamente interligadas.

    O Rio enfrenta crise histórica rara. A degradação econômica resulta não só do contexto nacional e do ajuste orgânico do preço do petróleo e das commodities, mas também do enfraquecimento das instituições e da crise fiscal, consequência da má gestão do estado, da corrupção generalizada e do enfraquecimento político das lideranças.

    A face mais aguda da conjuntura é o aumento da violência, com sintoma mais visível na Região Metropolitana. Todos os indicadores de segurança do Instituto de Segurança Pública pioraram em 2017.

    Economia e segurança estão intimamente interligadas. A liberdade de ir e vir é fundamento básico para o bem-estar da população e seu desenvolvimento socioeconômico. O aspecto mais visível deste fenômeno e seu reflexo nas empresas é o roubo de carga. A logística encarece e, como a demanda anda tímida, as empresas não conseguem repassar o custo para o consumidor; logo, suas margens estreitam. O desdobramento é a desaceleração ainda maior da economia.

    A segurança é prioridade para o Rio recuperar sua dinâmica econômica. Só um conjunto de ações convergentes, complementares e coordenadas será capaz de reaquecê-la.

    É preciso descomplicar e melhorar o ambiente de negócios, principalmente para os micro e pequenos empreendedores, investir em infraestrutura urbana, expandir a oferta de serviços de saúde, particularmente a preventiva. Com a situação fiscal disfuncional do estado, isso é impossível. A ação antecedente inevitável é, portanto, a reestruturação do Estado.

    Na situação de emergência em que se encontra o Rio, a ação de choque federal é essencial para estancar o caos, mas seu efeito se restringe ao curto prazo. Não recompõe a normalidade institucional. Para isso, é preciso integrar ações e dados das polícias militar e civil e qualificar suas estruturas.

    O renascimento do Rio não depende só do estado. A sociedade tem que entender que, sem demanda por celular roubado, acaba o roubo de celular. A maior dificuldade é a mudança de cultura do Estado e da sociedade. É esforço de gerações.

     

    Manuel Thedim é Diretor-executivo do Iets

    Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/economia-seguranca-estao-interligadas-21646294#ixzz4oFeyva4f
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