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Luiz Paulo: hora dos vereadores exercerem plenamente suas funções

  • Qui, 24 de Agosto de 2017 22:54
  • Os números do IPTU em votação na Câmara do Rio são assustadores.

    Nesta terça-feira, 22, entrou em pauta na Câmara Municipal do Rio, em 1ª discussão, projeto do prefeito Crivella que aumenta em até 70% o IPTU do Rio. Segundo o prefeito, visa a corrigir planta de valores que não é atualizada por mais de uma década. E ele o quer fazer em apenas um ou dois anos. Vale esclarecer que as correções pretendidas não foram feitas por 20 anos. Por inação da própria prefeitura. O que, evidentemente, não lhe dá o direito de fazê-lo de uma só vez. Pelo contrário: a população não pode pagar de uma só vez a incompetência do poder público.

    Vivemos recessão sem precedentes, com funcionalismo público estadual, até recentemente, sem receber seus salários há três meses. O Estado ainda deve o 13º salário. Além disso, é campeão brasileiro em desemprego. O tema mais relevante no Rio é a violência. À noite, nas ruas do Rio, não transita mais ninguém. O comércio fecha as portas em escala assustadora. Os bares e restaurantes noturnos, com raríssimas exceções, estão às moscas.

    E é nesse clima de recessão que o prefeito quer fazer um aumento escorchante de IPTU. É medida inaceitável! Os vereadores devem demonstrar seu inconformismo em relação a esse projeto. Mas, em 1ª discussão, foi aprovado.

    Virá a 2ª discussão. É necessário que os vereadores façam uma reflexão. É muito duro para o contribuinte receber, de uma só vez, aumento de IPTU de 50, 60%, numa inflação de 3%, com tanto desemprego. Pode-se prever inadimplência brutal. A receita da prefeitura poderá, inclusive, cair devido ao aumento escorchante e abusivo.

    Refletimos sobre o que pode levar o prefeito do Rio a agir assim, inclusive acelerando a cobrança, como se precisasse ter recursos em caixa rapidamente. Parece mesmo ser uma questão eleitoral. Nada a ver com a cidade ou seu Tesouro como tem sido afirmado. Dentro de um raciocínio em que as preocupações centrais fossem os cariocas e seu bem estar o lógico era que esse aumento fosse gradativo, para diluição do impacto.

    Por isso, peço que os vereadores do Rio pensem bem sobre o que farão. O interesse dos cariocas deve ser respeitado. Vereadores, além de fiscalizar o Executivo, têm como obrigação representar segmentos da sociedade e ser porta-vozes de suas necessidades e anseios. Está na hora de exercer plenamente essas funções.

    Luiz Paulo: hora dos vereadores exercerem plenamente suas funções

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