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1º de maio – o que comemorar?

  • Qua, 02 de Maio de 2018 00:12
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    E vem aí 7 de outubro de 2018...

    Pensando bem, para onde estamos indo? É um tal de velho novo e novo velho, que se confundem nomes e siglas em nossos cérebros bombardeados a cada segundo por informações contraditórias. Também está na crista da onda todo mundo ter opinião abalizada sobre todos os temas, independente da sua complexidade. E argumentar, gritar, classificar pesadamente seu adversário do momento. E como os personagens trocam de lugar!

    Algumas vozes começam a surgir destacando a importância de usarmos bom senso, racionalidade nas discussões, ouvirmos os outros com atenção, concordemos ou não com o que dizem. Também é outro bom conselho que não nos prendamos a leituras estreitas, refletindo sempre através dos que são nossos pares de opinião. Que tal pensar fora da caixinha dos nossos e prestar atenção nos que consideramos adversários? Ouvir os argumentos discordantes nos ajuda a construir nosso próprio pensamento. E fugir de seremos repetidores ou crentes. Ou as duas coisas. Dessa forma, não se chega a lugar nenhum. O Brasil precisa evoluir e só encontraremos saídas se pensarmos coletivamente, cada um ouvindo o outro, reafirmando seus princípios, mas com respeito aos interlocutores.

    Esta é reflexão que sai aqui nesse espaço em 1º de maio, Dia do Trabalho. Com o nível de desemprego que temos, não há comemorações a fazer. Mas, sim, lutas a travar. E a primeira delas é contra nós mesmos: desiludidos, sem esperança no futuro, sem emprego, com políticas públicas ineficientes em áreas fundamentais como educação, saúde, segurança, habitação – tudo isso nos leva a ter ódios mais agudos e a considerar não participar de nada, porque ninguém presta. O que não é verdade.

    Lembro que faltam pouco mais de 5 meses para que eleições gerais aconteçam. E o quadro está para lá de confuso. Elegeremos presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A uns a função de executar políticas públicas que ainda não sabemos quais são. Aos parlamentares a função de legislar e fiscalizar a ação do poder executivo, além de representar a população. Mas quais são os projetos de uns e as intenções de outros? Como escolher sem pesquisar e refletir? Como fugir da tomada de decisão e delegar, sabe-se lá a quem, nossa responsabilidade?

    Estamos numa encruzilhada. Se da crise vem a luz e as melhores saídas, procuremos por elas. Crise realmente não nos falta. Sobra. O que falta é percebermos que as saídas virão - ou não - de nossas reflexões e lutas. E, quando passar o dia 7 de outubro de 2018, poderemos nos olhar no espelho e dizer: "Eu fiz tudo que podia para ajudar o Brasil a reencontrar um novo e vibrante caminho. Votei com convicção e orgulho das minhas escolhas. Porque refleti sobre elas, conversei com muita gente, levantei informações. Fui, sem dúvida, um cidadão."

    1º de maio – o que comemorar?

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