• PDF
  • Imprimir

Mais mortes que nascimentos, por Teresa Bergher

  • Qua, 07 de Fevereiro de 2018 16:50
  • Escrito por Teresa Bergher
  • vereadora-teresa-bergher-artigo-Mais-mortes-que-nascimentos-psdbcarioca

    Dados são de Portugal. Resultado do processo. Já aqui...

    A divulgação dos dados demográficos de 2017 acendeu um sinal vermelho em Portugal: houve, no país, mais 24 mil mortes que nascimentos, o pior resultado no gênero desde o ano 2000. Embora os números ainda sejam provisórios, está claro que a população portuguesa encolhe há nove anos seguidos.

    A presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, explicita a preocupação: "Perdemos quase 150 mil habitantes e temos menos nascimentos. Mesmo que haja oscilações, como em 2015 e 2016, quando a natalidade aumentou um pouco, nunca conseguimos recuperar os números de há alguns anos", diz ela.

    Como resultado do progresso, aumenta a expectativa de vida e a população envelhece, afirma o epidemiologista Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde, lembrando que a pirâmide etária "perde o formato de pirâmide e ganha gorduras na cintura". No Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, o especialista Jorge Malheiros calcula que o rejuvenescimento da população portuguesa exigirá "um fluxo de imigrantes de dezenas ou centenas de milhares por ano". Enquanto isso, na União Europeia, pelo menos 18 países estão aumentando sua população graças, principalmente, à imigração.

    Nessas questões, fica claro, não há soluções mágicas. O jeito é Portugal trabalhar em função das taxas médias de crescimento econômico dos últimos anos, e que ainda não conseguiu retomar, gerando a necessidade de mão-de-obra e o natural fluxo migratório positivo. Aqui no Brasil, estamos longe de problema semelhante, mas a crise no sistema previdenciário, agravada pela maior expectativa de vida da população, mostra que é preciso agir logo.

    Mais mortes que nascimentos, por Teresa Bergher