• PDF
  • Imprimir

CPI para a Ciclovia da Morte, por Teresa Bergher

  • Qui, 05 de Abril de 2018 08:52
  • Escrito por Teresa Bergher
  • CPI-Ciclovia-tem-maia-teresa-bergher-psdbcarioca

    "A obra é uma ameaça pública."

    Quase dois anos depois do trágico desabamento da Ciclovia Tim Maia, no qual duas pessoas morreram, enfim a Câmara Municipal instala, nesta terça-feira, dia 3 de abril, a Comissão Parlamentar de Inquérito que, espero, fará uma profunda investigação das causas e circunstâncias do desastre. Como integrante da CPI, trabalharei intensamente para que o relatório final da Comissão consagre a tese que defendo há tempos: a da pura e simples demolição da obra e devolução dos quase R$ 45 milhões pagos ao consórcio construtor, liderado pela Concremat Engenharia.

    Não pode haver outra decisão. Como se não bastasse a tragédia de abril de 2016, quando se abriu uma cratera de dez metros de diâmetro tragando duas pessoas, há cerca de 20 dias um outro trecho, desta vez de 30 metros de extensão da malfadada ciclovia, desabou junto com as chuvas que caíram sobre a cidade. O que, queiram ou não admitir, deixa mais do que claro que a obra é uma ameaça pública que não pode ser negligenciada e tem de ser demolida o mais rápido possível e a construtora responsabilizada e declarada inidônea. Registre-se: a primeira queda ocorreu apenas três meses depois da inauguração, em janeiro de 2016.

    Além do trabalho na CPI, insistirei na ação civil que movo contra os responsáveis pela obra. Que, deve-se esclarecer, já nasceu sob um mau fado: a Concremat pertence à família do Secretário de Turismo da administração Eduardo Paes. Se isso tem a ver com a incompetente construção é o que também pretendemos apurar na CPI.

    CPI para a Ciclovia da Morte, por Teresa Bergher