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É assim que se cuida das pessoas?, por Carlos Osório

  • Sex, 25 de Maio de 2018 15:35
  • Escrito por Carlos Osório
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    O descalabro da administração da cidade do Rio de Janeiro.

    A população carioca está estupefata diante da guerra pública de dois dos principais secretários do governo de Marcelo Crivella. O secretário de Educação pede demissão publicamente através das redes sociais e ataca diretamente o chefe da Casa Civil, dizendo que ele na verdade, "por suas ações estavam impedindo que a Educação levasse adiante os seus projetos e, deliberadamente, prejudicando a Educação no Rio de Janeiro." É gravíssima a acusação. Então, vem a público, pelas redes sociais, o chefe da Casa Civil, vereador Paulo Messina, para rebatê-lo.

    Esse tiroteio público no mais alto escalão da cidade do Rio de Janeiro não se tem notícia. É inacreditável. E esse descalabro, destempero, bate-cabeça, reflete negativamente no dia a dia do nosso cidadão, e só tem um único culpado: o prefeito municipal da cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella. Infelizmente, estamos à deriva, sem governo.

    A resultante dessa ausência de coordenação na prefeitura do Rio de Janeiro é sentida e transmitida todos os dias nas dificuldades que tem a população de obter os mais simples dos serviços públicos. Não temos conservação e manutenção. Quem roda pela cidade atesta o desmantelamento da estrutura de conservação do Rio.

    A área da Saúde está jogada às traças: Clínicas da Família não funcionam; hospitais municipais sem medicamentos, sem condições de atender. A área de Educação, chave para o futuro do Rio de Janeiro, nem se fala. Todas as promessas feitas pelo prefeito de colocar as pessoas em primeiro lugar, descumpridas uma atrás da outra.

    Quando o titular de uma pasta vem a público pedir demissão, atacando o seu superior imediato ou o coordenador do executivo, secretário chefe da Casa Civil, fica demonstrada total descoordenação e se comprova, na prática, a ausência do prefeito. Nesse episódio, ninguém tem razão: estão todos errados.

    A melhor máquina pública municipal do Brasil, com os melhores servidores está esfacelada. Não há mais motivação, não há mais direção, não há mais sentimento de dever nem hierarquia. O cidadão carioca que votou e elegeu o prefeito Marcelo Crivella – e eu o fiz no segundo turno – está desencantado com o resultado de sua administração. Nunca se poderia imaginar que a prefeitura do Rio pudesse viver situação tão lamentável. Até a empresa pública de referência, Comlurb, ocupada politicamente por aventureiros, destruída orçamentariamente, hoje sem condições de prestar serviço público de qualidade, até a mais alta administração municipal.

    Não vejo como o Rio possa sobreviver mais quase dois anos e meio nessa total anarquia em que vivemos. Acho que está na hora de os vereadores do Rio analisarem essa situação com profundidade, verificar se há capacidade de governo, se o prefeito tem condições de levar adiante essa administração. Seus atos, ainda mais agora numa insubordinação inaceitável, que ele recebe com passividade e sem resposta, deixa esse ponto de interrogação. Cabe aos vereadores questionamento firme quanto às intenções e à capacidade de governo do prefeito Marcelo Crivella. A nossa população sofre; os servidores públicos, desmotivados; as promessas feitas, não cumpridas. Tudo isto é fato.

    Deixo, aqui, uma pergunta aos vereadores do Rio: terá Marcelo Crivella condições de seguir governando nossa cidade nesse descalabro? Isto tudo humilha aquele que deveria estar sendo servido, o povo do Rio de Janeiro.

    Cumprindo meu dever como representante da cidade do Rio de Janeiro neste parlamento, acompanharei o desfecho desse governo e cobrarei postura e posições do prefeito do Rio. Prefeito Crivella, reestabeleça a autoridade na prefeitura, faça a máquina rodar, coloque os serviços na rua. É isso que a população do Rio de Janeiro espera.

    É assim que se cuida das pessoas?, por Carlos Osório