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Cotas para quê?, por Carlos Osório

  • Qui, 21 de Junho de 2018 08:05
  • Escrito por Carlos Osório
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    São eficaz instrumento para combate a injustiças e desigualdades sociais

    Deputado Carlos Osório, da tribuna, ao discutir o Projeto 4205 de 2018, de autoria do Poder Executivo que dispõe sobre a prorrogação da vigência da Lei 5346, de 11 de dezembro de 2008, que é a conhecida Lei das Cotas, registra seu apoio integral a essa política, principalmente nas universidades. Considera que as cotas têm sido eficaz instrumento para o combate às injustiças e desigualdades sociais em nosso estado e país.

    A partir da apreciação do projeto de lei, Osório propõe que se aprofunde essa discussão, com o entendimento de que hoje, no Rio de Janeiro e no Brasil, com as gravíssimas diferenças sociais que existem, a política de cotas é necessária e representa uma garantia de avanço, de evolução no quadro da nossa sociedade para superação de injustiças graves, históricas, ocorridas ao longo do processo de construção do Brasil e que precisam ser enfrentadas com seriedade e com firmeza. São necessárias políticas afirmativas para que possamos evoluir. Com este entendimento, apresentou emendas ao projeto.

    Segundo ele: "Entendo que todos nós devemos trabalhar para que algum dia, o mais breve possível, não precisemos de cotas. Essa deve ser política transitória, até que a sociedade, poder executivo e parlamentos nacional e dos estados encontrem maneiras de investir com mais profundidade na educação pública de qualidade, com políticas efetivas de enfrentamento de nossas mazelas sociais."

    Destaca ser essencial que possamos também propiciar o desenvolvimento econômico, abrindo o Brasil para o empreendedorismo, a geração de emprego e renda e de crescimento sustentável. Assim, teremos a chance de fazer com que o Rio de Janeiro e o Brasil possam trilhar um caminho em que haja oportunidades para todos os extratos da população. Pergunta-se: "Como fazer para que, por meio do desenvolvimento econômico e da possibilidade de evolução da renda, possamos efetivamente ter um Brasil mais justo?" E ele mesmo responde: "Para isso, não tenho dúvida de que deve ser prioridade o investimento permanente em ensino público de qualidade, principalmente no ensino básico e no ensino médio. É ali que as oportunidades começam e temos que resgatar educação eficiente, de qualidade, pois somente ela propicia a libertação que dará oportunidade igual para todos os cidadãos."

    Osório apresentou uma série de emendas ao projeto, com o objetivo de reforçar esse objetivo. "Somente assim teremos o Brasil e Rio de Janeiro que sonhamos. As cotas são necessárias neste momento. Sabemos que a diferença de oportunidades é muito grande, mas não podemos perder o horizonte de que a luta maior é por um ensino público de qualidade básico e médio."

    Osório acrescenta que, apenas a existência da oportunidade de vaga na universidade, sem que o aluno venha anteriormente preparado, talvez não lhe permita atingir o pleno desenvolvimento do seu potencial. E encerra: "Precisamos sinalizar a transitoriedade dessa política e a necessidade de investimento em educação pública de qualidade, desenvolvimento econômico e social, empreendedorismo e a possibilidade de crescermos de forma sustentável, gerando esperança no futuro do Rio e do Brasil.'

    Cotas para quê?, por Carlos Osório