Bancada eleita na Alerj, posiciona-se sobre participações em governos

  • Qui, 08 de Novembro de 2018 17:15
  • luiz-paulo-psdbcarioca-18072016

    "O PSDB errou e vem errando nessa questão.", diz Luiz Paulo

    Neste último final de semana, houve muita especulação sobre as eleições para presidente da Alerj, sobre futuros membros da Comissão de Transição de Governo e secretários de Estado.

    Deputado Luiz Paulo, em fala da tribuna da Alerj, comunicou que a futura bancada do PSDB, composta por ele pela deputada Lucinha, já apresentou à Comissão Executiva do PSDB sua posição, de forma clara e insofismável, de que estará na oposição ao futuro governo.

    Esclareceu, também, tratar-se de oposição serena, com votação a favor dos projetos bons para a sociedade fluminense e contra aos que considerar ruins para a sociedade, sem abrir mão das bandeiras de luta, que serão explicitadas em carta aberta ao governador.

    Fez questão de destacar que o PSDB tem errado sucessivamente ao admitir participar de diversos governos. Primeiro foi do governo Temer, previsivelmente um governo que não teria êxito, porque conduzido por quinteto que, à época, no mínimo, estava sob grande desconfiança: o próprio presidente Michel Temer, os ministros Padilha, Moreira e Geddel e o líder do governo no Senado, Romero Jucá. Considera que foi um erro brutal, além de ter demorado a sair e, ao sair, ainda deixou um, o ministro Aloísio Nunes.

    Mas não se parou aí: a convenção nacional do partido preferiu aprovar a aliança entre Alckmin e Aécio Neves e rejeitar o grupo de Tasso Jereissati. Luiz Paulo e Lucinha foram contrários, em discurso fortíssimo durante a eleição de diretório no Rio de Janeiro e em Brasília, a esse tipo de aliança. Acharam, também, que o partido errou muito em relação à gravação veiculada do então Senador Aécio Neves.

    No Rio de Janeiro, no final de 2016, Luiz Paulo, à época presidente do diretório municipal, foi derrotado pela maioria, que resolveu participar do governo do atual prefeito, Marcelo Crivella, um prefeito que parece sempre ausente. E deu no que deu. Recorda que Garotinho se referia ao Partido dos Trabalhadores como o "partido da boquinha". E aceita o paralelo com o PSDB. Por isso, ele e a deputada Lucinha se apresentam como dissidentes. Fazem questão de reafirmar sua oposição, por entenderem, entre tantas coisas, que quem ganha eleição governa, quem perde faz oposição – é assim a manifestação popular. Lembra que, em Brasília, já há divisão no PSDB, com alguns que querem até ser do governo. Em São Paulo, João Dória, recém-eleito, defende que não podemos ficar no muro: "Há governo, somos a favor." Volta a afirmar que a bancada do Rio de Janeiro eleita tem exatamente a visão oposta.
    Destaca, ainda, que, no bojo dessa proposta, apresentada com toda a clareza, saiu a notícia de que o atual deputado federal Otávio Leite, presidente regional do PSDB, teria sido indicado por um trade de turismo para participar da transição do governo Wilson e, quiçá, ser o secretário de turismo. A hipótese foi por ele confirmada.

    A partir dessa análise e de posse das informações, Luiz Paulo, em posição unicamente individual, considera que deverá ter três caminhos. Um caminho seria sair do partido, o que não ocorrerá, por ser mandatário e apresentar-se o risco de perder o mandato. A segunda hipótese, a ser seguida por ele e pela deputada Lucinha, é, se esta for a decisão partidária, não cumpri-la. A terceira hipótese, que quem inaugurou no parlamento foi o PPS, é a figura da licença, ou seja, o deputado Otávio Leite se licencia da presidência, das suas atividades, e toma uma decisão individual. Luiz Paulo considera que essa opção não interfere na relação cordial que têm com todos os secretários.

    Bancada eleita na Alerj, posiciona-se sobre participações em governos