Pouco a comemorar, por Teresa Bergher

  • Qui, 13 de Dezembro de 2018 00:16
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    O Brasil ainda tem muito a caminhar nos direitos humanos

    Com o português Antonio Guterres ocupando o cargo mais importante, a Secretaria Geral, a ONU, celebra esta semana, em diferentes países, o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a grande reação da comunidade de nações diante das atrocidades praticadas durante a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, temos pouco a comemorar, começando pelas centenas de milhões de seres humanos vítimas da miséria, da fome, das perseguições e da falta de igualdade e de oportunidades.

    No Brasil, não estamos melhor: 55 milhões de irmãos ainda vivem abaixo da linha de extrema pobreza. A distribuição de renda ainda é uma das mais vergonhosas do mundo. O preconceito e a discriminação continuam uma cruel realidade. Além disso, somos afrontados pelo feminicídio, o estupro, a violência doméstica praticada contra a mulher. A covardia e o horror contra a comunidade LGBTI é outra grave mancha na situação do país. Sem deixar de falar no antissemitismo, no racismo, na odiosa diferenciação pela cor da pele. Duro dizer, mas o Brasil ainda se destaca na relação dos países que estão longe de respeitar os Direitos Humanos.

    Pouco a comemorar, por Teresa Bergher