Luiz Paulo: "Orgulho-me do meu mandato, da minha conduta."

  • Qui, 20 de Dezembro de 2018 11:42
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    Em 2019, em seu 5º mandato, relembra as dificuldades do que termina

    Em plenário, Luiz Paulo reflete sobre o evento de diplomação de deputados estaduais, federais, senadores e governador e vice, realizado em 18 de dezembro, no Tribunal de Justiça. E que dá conclusão ao processo eleitoral, com o Tribunal Regional Eleitoral atestando, depois da verificação das contas de campanha, o resultado das urnas, diplomando os que foram eleitos. Declara que, pela 5ª vez, passa por esse processo. E destaca: "Quero falar sobre a conclusão de mais uma legislatura, a quarta de que participo e a quarta em que estive na oposição. Sempre considero que, quem ganha eleição, governa e os deputados que têm os seus candidatos majoritários derrotados vão para a oposição. Mas também se vai para a oposição quando aquele que você elegeu não tem o comportamento digno em relação aos compromissos de campanha assumidos. Ou deveria ser assim."

    Luiz Paulo esclarece aos deputados presentes e à audiência que a bancada do PSDB, entregou ao governador uma carta aberta, que li aqui. Quem a entregou foi o deputado Márcio Pacheco, líder do partido a que pertence o governador eleito..

    A carta lista os princípios básicos que um governo deve defender, segundo a bancada do PSDB, para que o Estado do Rio saia da crise imensa em que está envolvido. E afirma: "Se esses princípios forem adotados, votaremos, melhorando os projetos que vierem nesse sentido. Caso não sejam adotados, estaremos onde nos cabe, na oposição. Quando falo oposição, considero que nenhum governo pode ter êxito sem uma oposição sadia: aquela que é feita com racionalidade, sempre em foco com os interesses maiores da população fluminense, e não os interesses partidários e, nem tampouco, somente os sonhos eleitorais."

    Comenta que soube, por leitura de jornal, mas espera que não seja verdade, sobre fala do governador, em que afirma que o parlamento faz demagogia. Reafirma que sua atuação mediante princípios. Afinal, demagogia é usar o populismo desbravado para enganar a própria população. O que foge completamente aos princípios que defende.

    Comenta que o governador afirmou que acabaria com a Secretaria de Segurança Pública. E agora voltou atrás, dizendo que criará Secretaria de Segurança Pública temporária. O que pareceu a Luiz Paulo uma tendência a segurança também temporária. Num segundo tema, o governador veio a público dizendo que usaria snipers para matar todos que estivessem com fuzil – com tiro na cabeça. Depois esclareceu que precisa mudar a legislação federal. Foi a Israel para comprar drones para combater o narcotráfico. Vai descobrir que o drone é ótimo para combater o narcotráfico, como já está sendo feito atualmente, para posicionar as rotas de fuga dos traficantes e onde eles estão alojados, em tocaia, mas não para atirar a partir dos drones. Termina afirmando: "Então, pergunto-me: somos nós que somos demagogos?"

    Destaca, também, que estes últimos quatro anos foram os mais duros e difíceis que viveu como parlamentar, sob todos os pontos de vista, mas também o mais produtivo, porque houve um esforço coletivo. Ninguém faz nada sozinho. Qualquer projeto de lei, para ser aprovado, precisa do apoio da maioria simples ou absoluta ou até mesmo, em caso de emenda constitucional, de 42 votos de 70. Foram aprovadas emendas constitucionais importantíssimas, como, por exemplo, a PEC do duodécimo para as nossas universidades, num esforço coletivo.

    Deixa, também, o registro de que esses últimos quatro anos representaram a necessidade de ultrapassar um terreno profundamente pantanoso. Por três meses, a Assembleia esteve cercada pelas forças de segurança, enquanto se resistia ao pacote de maldades do Pezão. Comenta que atravessar um terreno pantanoso é fundamental para alguém chegar ao outro lado mantendo a sua integridade, isto é, mantendo sua honra e seus princípios, mesmo que, no meio do caminho, tentem respingar lama na sua trajetória.

    Assim resume: "Reafirmo que me considero um parlamentar íntegro e, como tal, apoio de todas as formas o processo de moralização do nosso país, doa a quem doer, os adversários, os mais próximos ou até nós mesmos. Mas é necessário ter cuidado com aquilo que é mais importante para o ser humano: sua honra e sua dignidade. Orgulho-me do meu mandato, da minha conduta e desejo firmemente que esse processo de moralização da sociedade continue, que não se arrede pé dele."

    Luiz Paulo: