A saúde na UTI, por Lucinha

  • Ter, 26 de Fevereiro de 2019 08:20
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    Governador, assim não vale!

    Precisamos tratar das mazelas da saúde, para o bem de nossa população. Quero destacar o SISREG, considerado a fila da morte pela população. Ao aguardar por tempo indeterminado o atendimento público, a pessoa morre. O descaso na área da saúde é tão grave que a população já nem mais acredita que será chamada, aguardando na tal da fila. A descrença é generalizada.

    Ouvimos, agoniados: "Não, Lucinha, vou morrer sem a cirurgia do fêmur."; "Vou morrer travada numa cama."; "Quando a minha vesícula infeccionar, vou acabar morrendo." E é verdade. O sistema não funciona. Mas temos que fiscalizar, botar o dedo na ferida e perguntar: "Por que não funciona? É má gestão? É falta de recurso?"

    Precisamos lutar para trazer os recursos da Lei Kandir, lutar pelos repasses do recurso que a União deve ao nosso Estado, para que possamos transformar o Estado do Rio de Janeiro num Estado que dê oportunidade de atendimento à saúde da população.

    Porque é muito fácil as pessoas falarem assim: "Não, estou lutando pela saúde, porque quero uma saúde melhor". Não! Temos que lutar por dignidade, pois nem isso as pessoas têm quando entram numa área de atendimento.

    Na Zona Oeste, havia três UPA's do Estado. Uma, ao lado do cemitério. Quando perguntam: "Você foi a que UPA?". As pessoas respondem: "Aquela que, quando a pessoa morre, já joga para o lado de lá, já cai no cemitério". Porque que não tem nada. A outra UPA é a do Cesarão, que também nada tem. Elas não funcionam, e a população está sofrendo ao longo dos anos.

    Temos que assumir a reponsabilidade de dar um basta nessa situação. Eu me recordo de que, durante a campanha, e fiquei até feliz, assisti a um programa de televisão, em que o Wilson Witzel, que o pessoal na Zona chamava de W2, falou que iria colocar os filhos para estudar em colégio público. Fiquei feliz. Pensei: "Que bom, porque, quando os filhos deles forem estudar no colégio público, vai ver a realidade de perto, da falta do professor, de não haver inspetor e servente, de o ar-condidionado não funcionar." Espero que tenha matriculado os filhos em escolas públicas, para que veja de perto o drama da população e isso possa reverter a grave crise na área da Educação. Espero que não seja igual ao que fez com seus exames, em que teve atendimento prioritário, com médicos que lá não deveriam estar.

    Assim não vale!

    A saúde na UTI, por Lucinha